quinta-feira, 14 de outubro de 2010

So I cry, and I pray, and I beg

Não, a música não vai continuar, quero só essa frase mesmo.
Gente do céu, quantos giros a vida dá?! [pensei em usar "voltas" mas aí lembrei da música tema da Jade.. desisti] Quando finalmente se espera um momento de quietude e paz, aquele de respirar fundo e sentir o vento, eis que surge um tornado gira tudo muito, mas muito mesmo, funciona quase como um liquidificador sem tampa: gira tudo, tritura, joga pro alto e de repente tudo voa pelo teto e cai no chão estatelado.
Confusa essa construção? Pode até ser, mas é algo bem próximo disso que se sente.

Como assim as pessoas tentam resumir a vida ao que é palpável? Elas deviam ver mais as cores, sentir os aromas, o vento, ou fechar os olhos e tentar ficar o máximo de tempo sem dormir mas de olhos fechados, só sentindo. Perceber o mundo que rodeia a ela mesma, o mundo que ela habita, o espaço que ocupa.. Isso é se conhecer, é ser.
Como pretende alguém viver sem esse momento de paz para perceber as coisas? Eu, particularmente, aprecio bastante esses momentos, mas ele deve existir no pós-liquidificador. Tá, na verdade o pós-liquidificador costuma ser a hora que se utiliza a tríade do título. Chorar de desespero, rezar e implorar por mudanças. Parece triste, mas nem é. De que adianta ir vivendo no automático, sem observar nada do que passa? Definitivamente não desejo isso a ninguém. Só que ao mesmo tempo, pelas pessoas que já vi, vivi, e conheci, sei que grande parte não sabe fazer isso. Simplesmente passa na vida, achando que vive horrores, mas se você pergunta: "lembra o gosto?", "lembra o perfume?", "lembra?" a resposta é "não, não e não". Isso quando elas não são do tipo que para tudo da vida a todo momento pra racionaliza e classificar.  Tenho por essas pessoas tanto dó quanto posso sentir. Espero e desejo a vida com tudo o que ela puder ter e proporcionar: palpáveis ou não.
Esse trio aí não é um gabarito universal para a resolução dos problemas, funciona melhor que muita coisa. 

ps: o palpável tem muita graça, é verdade, mas todo o resto imaterial, ao ser relembrado, traz uma sensação muito melhor.

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