Vivendo aí, até! Tão e tanto quanto posso.
Mas sempre tive a sensação de ser velha, gostos que não coincidem com a faixa etária: música, lugares, cores e sabores. Entretanto, não considerei [ou considero] um problema. Até gosto, faz parte da minha construção de identidade, e como aprecio o que é diferente, reluto em ser semelhante aos outros [quero ignorar minha mortalidade e insignificância no meio de todos], quero o inesperado, o inusitado, o imperfeito. E espero o trio IN sem desespero, com uma calma que, imagino, só os mais velhos podem ter.
Só que foi bem divertido hoje me deparar com três pequenas linhas, que me fizeram rejuvenescer não sei quantas décadas:
"não tenho mais idade
pra brincar de esconde-esconde
vem me pegar"
Gente, como de repente pude me descobri uma jovem, quase criança, correndo aí pela vida!
E essa ai, da coluna à direita, sou eu, recém descoberta jovem. Louca pra correr!Esbanjando juventude.
Pra terminar:
"Pensar é estar doente dos olhos." Alberto Caeiro.
E se é assim, acabo de positivar o que já vinha fazendo e, sem saber da frase, escolhido acreditar. Nada de pensar, racionalizar, colocar em planilhas e gráficos comparativos. Nada de organogramas, fluxogramas e afinas. Agora só vivo o que eu puder ver, e sem me cegar com pensamentos. Eles ficam pra depois. Foi assim que aprendi em algumas aulas na FDUFMG, a realidade fática é diferente da norma. Digamos que no momento, quero me preocupar apenas a realidade fática, deixo a norma pra depois.
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