terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tão só...

"Eu vou só

Vou buscando um tempo de sonhar

Vou chegar

Vai saber

Que muda o dia de qualquer um

Se o sol chegar, é bom

Tudo é melhor

Com essa cor" 

Como faz quando o coração aperta, fica pequeno e parece que some?
É a pergunta que quero responder. Por mais que eu continue vendo as cores do mundo - o céu sem nuvens, o sol, os ipês indecentemente amarelos -, a sensação é que tudo está cada dia mais gris. Caminhar sozinha nunca tinha me parecido ser um  problema, ou sempre tratei de ignorá-lo, "vai saber". O fato é que os dias estão cada dia mais pesados, mesmo com todo o apoio de quem surge e habita minha vida.
A vontade de chorar é cada dia mais forte, e dessa vez não tenho chances de dizer que a culpa é da minha tpm, ela já foi, passou, sequer fez assim tanta diferença. O choro que me acompanha é o mesmo que já estava antes. 


Vivo nas 
Nuvens 
Como chuva
E delas despenco 
Quando choro."


Chega uma hora que não dá mais pra esconder e enganar, nem a mim mesma. Caio das nuvens, onde me escondia, e  pranto é tanto que os olhos até mudam de cor, fica tão gris quanto um dia nublado. E tudo fica  nubuloso, o dia, os olhos, a vida. Amigos ajudam, é fato, mas existe um momento [que sempre chega] que eles não bastam. Não que sejam poucos, não que sejam pouco, não que não saibam de abraçar, ouvir, falar e calar. A verdade é que quero ser amada e sentir amor, foi essa hora que chegou. Não dá mais pra querer sublimar, eu já estou vendo amor onde não tem. 
A solidão já não me completa, ou deixa feliz, ter um espaço pra chamar de meu, só meu, já não é suficiente. Quero ter alguém com quem somar, multiplicar e dividir. Quero alguém que eu possa cantar que serei o que ele quiser, desde que me de seu amor, e não mais cantar que a reza é tardia e ele não vem.
O verbo difícil esse tal amar... 

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